Inflação
foi de 0,93% em março, maior alta para o mês desde 2015
A informação
foi divulgada hoje pelo IBGE
Publicado em
09/04/2021 - 09:52 Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil - Rio
de Janeiro
Em março, a
inflação ficou em 0,93%, a taxa mais alta para o mês desde 2015, quando
alcançou 1,32%. Em março de 2020, a variação havia sido de 0,07%. O Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula variação de 2,05% no ano
e de 6,10% nos últimos 12 meses. Os principais impactos vêm dos aumentos nos
preços de combustíveis (11,23%) e do gás de botijão (4,98%). Os dados foram
divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
“Foram
aplicados sucessivos reajustes nos preços da gasolina e do óleo diesel nas
refinarias entre fevereiro e março e isso acabou impactando os preços de venda
para o consumidor final nas bombas. A gasolina nos postos teve alta de 11,26%,
o etanol, de 12,59% e o óleo diesel, de 9,05%. O mesmo aconteceu com o gás, que
teve dois reajustes nas refinarias nesse período, acumulando alta de 10,46%, e
agora o consumidor percebe esse aumento”, disse, em nota, o gerente da
pesquisa, Pedro Kislanov.
Segundo o
levantamento, a gasolina foi o item que contribuiu com o maior impacto no IPCA
de março (0,60 ponto percentual), sendo que São Luís teve a menor variação
(6,32%), dentre as 16 localidades pesquisadas, no preço da gasolina ao
consumidor. Já o Rio de Janeiro foi onde os motoristas mais sentiram esse
reajuste (14,45%).
“O Rio de
Janeiro teve, inclusive, outros aumentos que impactaram a inflação de março. Um
deles foi o das passagens de trem, que subiram 6,38% em 23 de fevereiro,
resultando em uma alta de 3,57% no custo dos transportes na capital fluminense.
E houve também reajustes de 4,66% e 4,50% nas concessionárias de energia, em 15
de março, e 3,50% no gás encanado, no dia 1º de fevereiro, contribuindo para
uma alta de 0,77% nos custos de habitação do carioca”, informou o IBGE.
Alimentação
A inflação do
grupo alimentação e bebidas (0,13%) vem desacelerando. O preço continua
subindo, mas sobe menos a cada mês. As variações anteriores foram de 1,74% em
dezembro, 1,02% em janeiro e 0,27% em fevereiro.
“Os alimentos
tiveram alta de 14,09% em 2020, mas, desde dezembro, apresentam uma tendência
de desaceleração. Alguns fatores contribuem para isso, como uma maior
estabilidade do câmbio e a redução na demanda por conta da suspensão do auxílio
emergencial nos primeiros meses do ano”, disse Kislanov.
“Para quem só
está comendo em casa, os preços caíram de fato: a alimentação no domicílio teve
queda de 0,17%, enquanto a alimentação fora do domicílio teve alta de 0,89%.
Recuos nos preços do tomate (-14,12%), da batata-inglesa (-8,81%), do arroz
(-2,13%) e do leite longa vida (-2,27%) baratearam as refeições em casa. Mas as
carnes (0,85%) seguem em alta, embora a variação tenha sido inferior à de
fevereiro (1,72%)”, informou o IBGE.
INPC
O Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,86%, resultado um pouco acima
do de fevereiro (0,82%) e também o maior índice para um mês de março desde
2015, quando o INPC variou 1,51%. No ano, o indicador acumula alta de 1,96% e,
em 12 meses, de 6,94%.
Nesse índice,
os produtos alimentícios subiram 0,07% em março, abaixo do resultado de 0,17%
observado no mês anterior. Os não alimentícios tiveram alta de 1,11%, enquanto,
em fevereiro, haviam registrado 1,03%.
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